Monday, August 1, 2016

Creme de Lagosta com Cream Cheese


Olá, pessoal!
Essa receita é daquelas que a gente pode até achar cara, mas tem dias especiais, que a gente se dá o direito de usufruir de algum prazer gastronômico que saia um pouco da rotina.
A bem da verdade, o pessoal que mora na beira do mar, principalmente no nordeste do Brasil, nem sabe a diferença de preço que pagamos aqui em Brasília; pois a vantagem de morar perto do mar é que o preço da lagosta é bem mais acessível.
Bom, o preço então é secundário. Vamos logo a receita de um bom creme de lagosta, que rende bem e a gente sai da mesa com alma lavada de tanta gostosura que é este prato.
Então, tire o escorpião do bolso e gaste um pouquinho mais no seu jantar especial. Anote a receita ou leve-a no seu tablete, na próxima vez que você for a peixaria ou a feira. Ok?
Você pode acompanhar este prato, com uma boa massa ou com um risoto de limão siciliano.

Ingredientes

Molho Branco

1 cebola média picada
1 colher de manteiga sem sal
200 ml de creme de leite
1/2 litro de leite
1 colher de sopa de amido de milho
150 g de cream cheese
pimenta-do-reino a gosto
sal a gosto
150 g de queijo parmesão
Farelos de pão dormido

Lagosta

500 g de cauda de lagosta cortada em pedaços grandes
150 g de tomate seco
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto


Fazendo

Molho branco

Derreta a manteiga em uma panela e acrescente a cebola, o sal e a pimenta-do-reino. Refogue até que a cebola esteja bem transparente, quase dourada; acrescente o creme de leite e misture.
Dissolva o amido de milho no leite e adicione ao molho. Quando o molho estiver com uma consistência firme, desligue o fogo e acrescente o cream cheese, mexendo bem, formando um creme homogêneo e consistente.

Lagosta

Cozinhe as caudas da lagosta em panela com água quente com sal, por aproximadamente 8 minutos. Escorra a água e corte a lagosta em pedaços grandes. Se quiser, mantenha as cascas para dar um toque mais rústico ao prato; senão, separe a carne da casca e dê uma refogada rápida de 1 minuto na frigideira, em azeite extra virgem.
Junte a lagosta ao molho branco e adicione o tomate seco, cortado em fatias. Misture até formar um creme uniforme.
Coloque em uma travessa de louça e salpique com farelos de pão. Dê uma queimada com maçarico sobre o creme, para dar uma tostada no pão e sirva em seguida.

Bom apetite!

Saturday, May 28, 2016

Ragu de Pato


Um pouco antes da hora do almoço, publiquei a imagem do prato do dia: Linguine com ragu de pato. Talvez a carne de pato possa ser exótica para alguns, mas para outros faz parte da culinária regional; que se manifeste o pessoal de Belém e de outras cidades paraenses.
A bem da verdade, este molho encorpado faz parte do cardápio de muitos chefs estrangeiros, principalmente os italianos; com quem fui buscar receitas e dar um toque pessoal.
Você encontrará diversas receitas na internet, escolha a que mais lhe agradar, principalmente no que diz respeito a praticidade de fazer. O mais importante, entretanto, é você encontrar o ingrediente principal – o pato. Eu comprei no Carrefour (e nem estou ganhando nada por isso!!!) e por um preço bem acessível; uma caixa de coxa e sobrecoxa congeladas, com duas unidades, da marca Germania, por um pouco mais de R$15,00. Esta quantidade dá para fazer um ragu suficiente para quatro pessoas, uma vez que você apenas regará a massa com ele.
Quer anotar o restante dos ingredientes? Então, lápis e papel na mão ou marque esta publicação no seu computador, em seus “preferidos”.

Ingredientes

2 coxas e sobrecoxas de pato (já descongeladas!)
1 cenoura ralada
1 cebola média picada
1 talo de alho-poró picado
2 tomates médios cortados em cubos e sem sementes
1 colher de páprica picante
2 colheres de extrato de tomate
200ml de polpa de tomate
200ml de vinho tinto seco
1 colher de sopa de alcaparras
2 colheres de cogumelos fatiados
1 colher de café de açúcar
Azeite extra virgem
Sal a gosto

Fazendo

A massa será a da sua preferência. Invista em uma boa massa, de preferência as italianas ou se preferir, as frescas (são as melhores).

Limpe toda a pele e a gordura da carne do pato, para que o sabor ganhe um destaque mais saboroso.
Separe a carne dos ossos e corte-as em pedaços pequenos; reserve.
Em uma panela alta, aqueça o azeite e frite as cebolas e o alho-poró até que fiquem macios. Coloque a carne e deixe-a dourar; acrescente o tomate e a cenoura, dando uma refogada neles. Agora coloque o vinho, o extrato e a polpa de tomate, a páprica picante e o sal, misturando devagar até que o molho esteja com uma consistência uniforme. Mantenha em fogo médio (180ºC) com a panela tampada, deixando cozinhar lentamente até que a carne do pato esteja bem macia (cerca de 30 minutos).
Para cortar um pouco a acidez do tomate, coloque uma pitada de açúcar. Se necessário corrija o sal. Coloque então, os cogumelos e as alcaparras. Mais 5 minutinhos e pronto.

Sirva imediatamente sobre a massa, que deve estar quente. Decore com uma folhinha de alecrim ou de manjericão.

Bom apetite!

Monday, February 15, 2016

Carboidrato à noite? Sim!!!!!!


Ah, Tá! Só porque a Xuxa disse que não come carboidrato à noite, tem um tanto de gente que resolveu abolir as massas de seu cardápio, neste horário. Gente, convenhamos, qualquer prato em que a porção seja exagerada, não trará nenhum benefício seja a que hora for. Nisto eu concordo. Afinal, comer uma pratada de macarrão e depois ir dormir, será a transformação de carboidratos em gordura, sem dúvida. Mas se nos servirmos com parcimônia, em uma noite especial, podendo ser em um restaurante à beira-mar (ou não!), em boa companhia, com uma boa massa, do tipo linguine – uma massa fina, longa e chata, muitas vezes confundida com o talharim; em noite de lua cheia, com céu estrelado; uma garrafa com uma vela acesa, um violino ao fundo; enfim, um momento em que a gente nem pense em carboidrato, calorias e no professor da academia!
Pois bem, que tal um prato de linguine com vôngoles, vieiras e mexilhões? Uma receita tão simples que se você a fizer em casa, este cenário certamente estará presente em sua imaginação e mesmo que você não esteja acompanhada (ou acompanhado), o prato por si só, será um bom acompanhamento para uma noite chuvosa, talvez, mas não menos interessante. Quer a receita? Então, vamos lá?

Ingredientes

300 g de vôngoles na casca
300 g de mexilhão sem casca
300 g de vieiras
500 g de macarrão tipo linguine (mas pode usar outro)
1 colher de azeite extra virgem
250 ml de molho de tomate
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto

Fazendo

Cozinhe o macarrão no tempo determinado pelo fabricante. Enquanto isso lave bem os vôngoles e os mexilhões, para retirar qualquer resíduo de areia que eventualmente possa ter. Dê uma ligeira fervura em água quente com o sal e o azeite.
Escorra o macarrão e reserve.
Retire os mexilhões e os vôngoles da água quente. Reserve.
Em uma frigideira pré-aquecida, adicione um fio de azeite e frite as vieiras rapidamente. Acrescente os mexilhões e os vôngoles e cubra-os com o molho de tomate, temperado com sal e a pimenta.
Sirva imediatamente.
Bom apetite!

Friday, February 12, 2016

Da série: Inusitados objetos de desejo

 




Cozinhando com humor

 
Mantenha-se na linha com harmonia!

A rapadura não é mole não!

 

De cada 150 estudantes, apenas 15 viram chefs


A popularização do termo gastronomia ultrapassou os limites geográficos da cozinha e parou nas faculdades. Viver com as mãos com cheiro de cebola, respirando temperos e afinando sabores deixou de ser uma missão de quem vivia, há até alguns anos, escondido entre as paredes de uma peça que nem era integrada com o restante da casa. A cozinha deixou de ser um local isolado. Nela não está mais a pessoa que muitos queriam esconder.
Estar na cozinha virou charme. Cozinhar para a família e os amigos virou sinal de aconhego. A gastronomia se popularizou, ganhou pitadas de glamour. E levou consigo uma legião de seguidores. Muitos dos quais descobrem que glamour e gastronomia são duas palavras que, para andarem juntas, requerem muito mais que um período nos bancos das faculdades. Na maioria das vezes, estar na faculdade de gastronomia não garante o carimbo de chef no currículo. A média é que, para cada 150 estudantes, apenas 15 virem chefs profissionais. Até porque há chefs que não engrossaram as fileiras acadêmicas, e há muitos estudantes de gastronomia que nunca chegarão a ter esse título.
“O pessoal vê a gastronomia como glamour, e ela não é glamour. Gastronomia é difícil. Apenas 20% dos alunos que se formam em gastronomia se transformam em chefs. E destes, 10% desistem porque não conseguem se firmar no mercado. Gastronomia não é nada fácil e não tem nada de glamour. É preciso muito mais para ser um chef”, afirma Sebástian Parasole, coordenador do curso de Gastronomia do IESB, em Brasília.
Ao longo dos anos, o argentino Sebástian Parasole tem acompanhado um crescimento substancial na procura por aperfeiçoamento na área. São jovens, adultos e até mesmo idosos que buscam os bancos da faculdade de gastronomia com a meta de se tornar um chef. Ah, o “chef de cozinha”. Aquele ser que tem o “chef” incorporado ao nome, e que tem a capacidade de transformar os mais diferentes ingredientes em uma explosão de sabores e texturas até aos paladares mais refinados.
A conclusão do curso de gastronomia, porém, não significa a incorporação automática do título de chef. Para ser um, é preciso muito mais que um diploma. E a realidade do mercado gastronômico é bem diferente do que a encontrada nos bancos universitários. “Muitos procuram a faculdade para aprender a cozinhar, querem saber receitas. Isso não é gastronomia. E aí, quando se formam, acreditam que o curso é suficiente para colocá-los no mercado. Não é bem assim. É preciso aprender sempre mais, o máximo que tiver oportunidade, treinar em restaurantes de diferentes estados, do mundo. Para ser um bom chef, é preciso também saber limpar chão. E nem todos entendem isso”, resume o chef Parasole.

Publicado por Iara Lemos no site: www.aperitivado.com.br em 2016/02/11/


De cada 150 estudantes, apenas 15 viram che
De cada 150 estudantes, apenas 15 viram chefs

Thursday, February 11, 2016

Estou de volta - Mexilhão ao vinagrete!


Olá amigas e amigos!

Pronto! Estou de volta, depois de um recesso (que considerei longo, mas necessário), buscando e aprendendo novas receitas e dando um trato no Bistrô. Ajustes na decoração, compras de novos equipamentos, novos utensílios e algumas coisas que estavam faltando para dar continuidade ao atendimento dos clientes amigos.
Como em todo Brasil, o ano começa depois do carnaval. A “máquina” volta a funcionar e as pessoas retornam de férias com mais disposição (ou conformadas) para atravessar o ano que se apresenta com nuances de um ano de muito trabalho e pouca grana.
Então, nos resta ser mais versáteis em nossas receitas tanto no dia a dia quanto nos dias especiais, sem perder, é claro, a criatividade e a busca por sabores e paladares especiais.
Escolhi um prato para iniciarmos o ano, ainda no verão; e que apesar de não ser uma unanimidade, é bem apreciado por muitos. Convido a quem nunca provou, provar. E quem comeu uma vez e não gostou, voltar a provar; desta vez com a coragem suficiente para perceber que alguns ingredientes que indico, podem trazer uma boa surpresa. Qual é o prato? Mariscos ao vinagrete.
Vamos a receita.

Ingredientes

1 kg de mariscos sem casca e limpos
1 cebola roxa média, cortada em anéis bem fininhos
2 tomates médios picados
2 colheres de sopa de gengibre fatiados bem fino
3 colheres de sopa de vinagre de arroz
3 colheres de sopa de azeite extra-virgem
Folhas de salsão picadas (pode ser de salsa se preferir)
Sal a gosto
Pimenta do reino ou calabresa (opcional)

Fazendo

Lave os mariscos em água corrente e coloque-os em uma travessa. Daquelas bem bonitas que você guarda para ocasiões especiais.
Junte os demais ingredientes e misture bem.
Leve à geladeira e sirva frio.
Para acompanhar, torradinhas com manteiga e orégano.

Viu? Fácil e rápido. Uma boa entrada, para receber os amigos.

Bom apetite!

Thursday, November 19, 2015

Crianças na cozinha e alimentação saudável

 

Há várias maneiras de incentivar uma alimentação saudável dentro de casa. Levar as crianças para cozinhar com você é uma delas.

“Crianças que ajudam na preparação da comida podem se tornar ‘comedores mais aventureiros’, ou seja, mais dispostos a experimentar um determinado alimento, além de aumentar a conscientização e ingestão de alimentos saudáveis”, conta a nutricionista Renata Miranda, da Clínica Benesse.
Cozinhar em casa também tem outra vantagem. Segundo a especialista, comer fora está, geralmente, associado a escolhas alimentares pobres em nutrientes e ruins para a saúde.
“Considerando a associação entre refeições familiares e saúde, existem inúmeros benefícios da refeição em casa para as crianças, incluindo o aumento da ingestão de frutas, legumes, fibras, alimentos ricos em cálcio e vitaminas. As crianças que comem em casa tendem a ter menor índice de massa corporal (IMC) do que aquelas que comem fora de casa muitas vezes, o que resulta em menores chances de obesidade infantil”, diz a nutricionista.
Na casa de Flavia Giacinto, 35, fonoaudióloga, mãe de Luisa, 1 ano e 8 meses, as aventuras culinárias começaram cedo.Cozinho com a minha filha desde que ela começou a andar e conseguiu ficar de pé e ter equilíbrio no banquinho. Coloco-a ao meu lado e a engajo em algo que ela consiga fazer, como misturar alimentos, rasgar alface ou só ficar mexendo na água em um bowl”, conta.
Ela acredita que, assim, está inserindo a criança na tarefa de fazer a comida a fim de gerar um interesse maior na alimentação. “E ela já pede para preparar o que gosta, principalmente os legumes mais coloridos, tipo beterraba e cenoura”, revela Flavia.
Para a advogada Mariana Barcellos Servija, 32, mãe de Nicolas, 1 ano e 10 meses, o contato com a cozinha aguça a curiosidade pelos alimentos e ajuda a desenvolver hábitos saudáveis.
“Acho importante cozinhar com meu filho para que ele conheça todos os alimentos, entenda como é a preparação e desenvolva o gosto por refeições saudáveis. Ele também aprende a ser mais paciente e entende que é preciso esperar o tempo necessário do preparo dos pratos. Quando estamos na cozinha costumamos preparar todos os tipos de legumes (descascando e cozinhando), macarrão e frutas!”, comenta. 
Para o pequeno Nicolas, a diversão fica por conta de provar os alimentos durante o preparo, ajudar a mãe a levar os pratos para a mesa e bagunçar os potes plásticos!
Já para Valentina, 4 anos, o legal é separar os anéis de alho-poró. A filhota da publicitária Caroline Mônaco, 30 anos, é bastante engajada em separar, lavar, misturar e jogar os alimentos na panela.
“Cozinhando, fica mais fácil para a Valentina entender o que é cada alimento e como é bom comer comidas fresquinhas. Ela adora provar enquanto estamos preparando um prato. Acho que isso é um dos motivos dela comer de tudo, sem frescuras. Quando o encarregado na cozinha é o pai, ela já pede os temperinhos e alimentos que quer comer”, diz.
Além de ter uma alimentação saudável e diversificada desde pequena, cozinhar ainda dá outras noções. Caroline explica que em casa sempre tem legumes e verduras frescos e que Valentina já reconhece os alimentos pelo cheiro.
“Além disso, ela aprendeu a ser organizada na cozinha, o que eu acho bastante importante. Só tem uma coisa que incomoda a pequena: cortar cebola”, finaliza. E quem é que gosta, não é mesmo?

Fonte: UOL - Disney Babble Brasil